20 razões para otimismo

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20 razões para otimismo
VEJA enumera 25 razões para sermos otimistas em 2013

O otimismo é o vinho tinto das emoções. Uma ou duas taças por dia fazem um bem enorme. Duas garrafas arruínam a pessoa. A diferença de volume da bebida ilustra os dois tipos de otimismo, o racional, uma das conquistas evolutivas mais preciosas da espécie, e o irracional, a fonte de grandes tragédias históricas e fracassos pessoais.

A média das mais amplas pesquisas já conduzidas sobre o tema revela que cerca de 80% das pessoas são otimistas. Essa é a parcela da humanidade capaz de enxergar o copo meio cheio. A outra parcela, a minoria, cuja mente vê o mesmo copo meio vazio, tem uma única vantagem sobre a maioria, pois, como diz o ditado. ‘*o pessimista só tem boas surpresas”. O otimista tem más surpresas e é capaz de assimilá-las e transformar o azedume em doce limonada. Do ponto de vista da psicobiologia, o pessimismo é um defeito na fiação cerebral, pois a evolução premiou os otimistas com enormes vantagens psicológicas. Afinal, como sair da caverna e disputar a comida com um tigre-dentes-de-sabre sem calcular como positivas suas chances de vencer a fera? Como acordar cedo, trabalhar e ter filhos sem a esperança de que o dia seguinte será melhor que o anterior? Por que investir na criação de uma empresa sem a confiança em que ela vai crescer, gerar empregos, dar lucros e perpetuar o nome de seu fundador? Como se deixar trancar em uma cápsula no topo de um foguete com energia suficiente para iluminar uma metrópole por um mês sem a confiança racional em que as probabilidades de o voo dar certo estão do seu lado? Os otimistas movem a humanidade. Eles vivem mais e têm maior resistência às doenças. Quando presos a um leito de hospital, são eles que têm maior chance de cura. Os otimistas ousam mais, poupam mais e aposentam-se mais tarde. Se, como asseguram os filósofos, a consciência da morte toma o pessimismo inerente à condição humana, o instinto vital se alimenta do otimismo para que a ideia da finitude não nos enlouqueça.

Com todo esse poder, o otimismo não passa de uma ilusão. Mas é um erro subestimar as ilusões. Sem elas, a vida é insuportável. Em seu livro The Optimism Bias: A Tour of the Irrationally Positive Brain (em tradução livre, A Propensão para o Otimismo: um Desvio no Cérebro Irracionalmente Animado), a neurocientista Tali Sharot, da University College London, lembra que “a ilusão mais perigosa é achar-se imune às ilusões”. Ela mostra como está superada a arcana contraposição entre a visão rósea do “melhor mundo possível” do alemão Leibniz (1646-1716) e a de seu feroz opositor, o francês Voltaire (1694-1778). Os estudiosos do comportamento humano avançaram muito e puseram fim à explicação simplista de que o otimista é um sonhador descuidado e o pessimista uma pessoa realista, com os pés no chão. Diz Tali Sharot: “O que nos interessa entender agora é o comportamento do otimista racional, a pessoa que projeta uma ilusão realista sobre seu futuro”. As pessoas mais interessantes são os otimistas com os pés bem plantados no chão. São os arquitetos do futuro, que tomam uma ou duas taças diárias do vinho da ousadia. São as personalidades com um olho nas lições do passado e o outro nas questões do presente e nos desafios do futuro. São ao mesmo tempo raízes e asas. Ilusão e realidade. Saúde e Medicina

A Esperança de vida será de quase 75 anos

Motivo de otimismo: ganharemos em 2013 quatro meses suplementares e em melhores condições de saúde A esperança de vida ao nascer no Brasil em 1900 era de pouco mais de 33 anos — menos da metade dos atuais e exatos 74,1 anos, segundo o mais recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados de 2011. Em relação a 2000, ganhamos três anos e oito meses. O aumento anual foi de, em média, quatro meses e três dias. Nessa mesma década, a mortalidade infantil caiu de 30,1 para 16,7 óbitos para cada 1000 nascidos vivos. Dá-se como certo, portanto, de acordo com a evolução estatística, que em 2014 o brasileiro alcançará uma esperança de vida de 75 anos, marca que os Estados Unidos cravaram em 1990. E por que podemos comemorar essa conquista da longevidade e ter certeza de que ela prosseguirá? Segundo os especialistas do IBGE, a melhora nos indicadores está ancorada na ampliação dos serviços de saúde e no tratamento da água e do esgoto.

Menos medo com o aquecimento global


Motivo de otimismo: a produção de energia renovável aumenta exponencialmente em rodo o mundo. Vai se gastar mais com ela do que com combustíveis fósseis. Os ambientalistas mais aguerridos perderão um pouco de suas bandeiras em 2013. Um estudo publicado na semana passada pela organização Globe International mostra que 32 países de 33 pesquisados possuem leis severas para reduzir a emissão de poluentes que agravam o efeito estufa. O investimento no aumento da capacidade de produção de energia renovável está próximo a 300 bilhões de dólares ao ano, valor nunca atingido. É mais do que se aplica em novos projetos de combustíveis fósseis e usinas nucleares combinados e sete vezes o que se investia em 2004. Em ao menos trinta nações. 20% de toda a energia produzida é renovável. Na União Européia — onde 70% da nova capacidade energética a ser adicionada poderá ser renovável — pretende-se forçar todos os países-membros a alcançar esse patamar. No Brasil, o governo se compromete a reduzir em 80% o desmatamento na Amazônia. 2013 será marcado pelo início de um alívio na preocupação com o aquecimento global.

O país dará um salto de desenvolvimento

Motivo de otimismo: nunca houve tantos brasileiros em idade produtiva e tão poucos dependentes Em 2013, o Brasil chegará ao momento mais favorável de sua história sob o ponto de vista demográfico: a população em idade produtiva nunca manteve relação tão favorável com o número de crianças e idosos. Isso significa que o país chegou ao ponto do chamado bônus demográfico, a condição ideal para uma arrancada extraordinária no desenvolvimento de uma nação. Hoje, a cada 100 brasileiros, 56 integram a categoria da população em idade economicamente ativa, contra apenas 44 que se encaixam na de dependentes, segundo dados da ONU. É uma oportunidade rara. porque logo passará. É como se tivéssemos uma janela aberta por onde entra muita luz, mas que em pouco tempo começará a se fechar*”, diz o demógrafo José Eustáquio Diniz, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE. A “janela?? começa a fechar por volta de 2030, quando o número de brasileiros dependentes voltará a crescer. É o momento de aproveitar a fartura de braços e cérebros para gerar riqueza e criar condições para o país sustentar o aumento de idosos na população.

A classe média se tornará um pilar da economia

Motivo de otimismo: em 2013, os 104 milhões de brasileiros da nova classe C gastarão 1,2 trilhão de reais — o equivalente a 43% do consumo de todas as famílias brasileiras A ascensão da classe C, o maior fenômeno socioeconômico da última década no Brasil, está provocando uma transformação profunda e duradoura na economia. Essa “nova classe média” tem levado a indústria a um aumento inédito na escala da produção e diversificação dos bens fabricados, o que originará, entre outros benefícios, o aumento do grau de competitividade da economia brasileira. No setor automotivo, por exemplo, os carros populares (com motor 1.0) já não são a maioria das vendas. Só em 2013, os 104 milhões de brasileiros da classe C (o equivalente a 52% da população) gastarão 1,2 trilhão de reais, o que significa 43% do consumo de todas as famílias. segundo o instituto Data Popular. As maiores despesas serão com a casa (aluguel, condomínio, produtos de limpeza. água etc.), serviços esporádicos (costureira, tinturaria. cabeleireiro etc.). alimentos e bebidas, transporte e saúde. Em 2013, esse movimento demográfico será ainda mais visível. Educação

Um país mais inteligente

Motivo de otimismo: retornam ao Brasil 15000 talentos enviados aos mais renomados centros de produção de conhecimento no mundo. Eles terão a chance de aplicar aqui o que aprenderam com a elite da academia mundial A história recente provou que investir no envio dos melhores estudantes para centros de excelência no exterior, como faz desde o ano passado o programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal é uma forma eficaz de promover mudanças no perfil de uma nação. A Coreia do Sul, modelo para o programa brasileiro, enviou nos anos 60 milhares de jovens cientistas a universidades americanas. Na volta, eles construíram um ensino superior de alto nível e fizeram uma perene revolução na economia. A Coreia do Sul deixou de depender da agricultura para se tomar uma potência tecnológica. Deu um salto que a fez alcançar e superar o Japão como polo de inovação. Mesmo o Brasil já viveu experiência semelhante, nos anos 70, durante o regime militar. O governo pagou pelos cursos de pós-graduação de brasileiros envolvidos com exploração de petróleo, pesquisa agrícola e engenharia aeronáutica — setores em que hoje somos líderes globais. Neste ano, um contingente de 15 000 brasileiros que saiu para estudar por meio do Ciência sem Fronteiras começa a retomar, trazendo na bagagem inteligência e, em decorrência dela, riqueza. No caminho inverso. mais 24000 bolsistas partirão em 2013 para estudar no exterior pelo programa, em centros como o reputado MIT, em um admirável ciclo virtuoso. Cultura

A obra de Lucian Freud será exposta no Brasil

Motivo de otimismo: a mostra do maior retratista da segunda metade do século XX confirma que o país entrou, definitivamente, no roteiro mundial das artes Em junho, o inglês de origem alemã Lucian Freud — neto do criador da psicanálise, Sigmund Freud — será pela primeira vez tema de uma grande mostra no Brasil. Morto em 2011, aos 88 anos, ele foi o maior retratista contemporâneo. Mais do que desnudar o corpo de seus personagens com traços virtuosísticos, a obra de Freud oferece traduções dilacerantes da vida interior do homem — como se poderá conferir em seis telas pertencentes a acervos na Inglaterra e 31 gravuras vindas do Museu de Arte Contemporânea de Caracas. A exibição de um acervo desse quilate no paulistano Masp — completado por 28 fotografias do pintor em ação — atesta a entrada do país no circuito mundial de grandes exposições, já delineada em 2011 com a vinda de obras de anistas como o mestre barroco Caravaggio e o escultor modernista Albeno Giacometti. O melhor de tudo: com tal pujança, sobrará menos espaço para os nomes de sempre da arte contemporânea nacional chatearem o público com sua produção superestimada. Internacional

Os moderados do oriente médio mostrarão a que vieram

Motivo de otimismo: os protestos no Egito e a resistência de deputados seculares na Tunísia mostram que os defensores do estado laico e democrático não desistirão A Primavera Árabe, o conjunto de movimentos populares que derrubaram ou balançaram regimes ditatoriais no Oriente Médio e no norte da África, pôs os radicais islâmicos na rota do poder. Avessa a radicalismos religiosos, a parcela secular da população árabe, porém, não se deu por vencida. Pouco mais de dois anos atrás, não se tinha ideia da força dos muçulmanos moderados. Eles não são maioria em seus países, é fato. Mas. como provam os protestos no Egito, em 2012. contra as medidas autoritárias do presidente Mohamed Mursi e a recusa dos deputados seculares na Tunísia em aceitar uma Constituição claramente apoiada na lei islâmica, os defensores de um estado laico e democrático são tenazes e não vão se entregar tão facilmente. O embate ideológico entre árabes seculares e islamistas vai marcar 2013 e se estenderá pelos próximos anos. No Oriente Médio, os moderados terão a chance de fazer ouvir a sua voz.

A América Latina retomará o bom caminho

Motivo de otimismo: o México recuperou a competitividade, o Peru manteve a política econômica com a eleição de Humala e cresceu 6% e o Paraguai se livrou da influência chavista A recaída populista observada na região nos últimos dez anos começa a ceder, em parte por seus próprios fracassos, em pane como consequência do exemplo dado por vizinhos que seguiram outro rumo. O México é o destaque. Até recentemente, o país perdia mercado para a China e sofria com a dependência em relação à economia americana. Agora, recuperou a competitividade. Os custos trabalhistas já se equiparam aos dos chineses e os acordos de livre-comércio com 44 países impedem que os mexicanos fiquem gripados com cada espirro dado pelos EUA. No Peru, a eleição de Ollanta Humala para a Presidência, em 2011, prenunciava o caos, por sua proximidade com Hugo Chávez, da Venezuela. Humala surpreendeu, manteve a política econômica e foi atrás de investimentos na Europa. No ano passado, o PIB do Peru cresceu 6%. Para 2013, a previsão é de 7%. Com isso, o país provou que desistir do bolivarianismo traz dividendos. O Paraguai também se livrou da influência chavista. Chile e Colômbia completam a lista de nações que apontam para um futuro promissor. Permanecem atolados no populismo econômico a Argentina, a Bolívia, o Equador, a Nicarágua e, claro, a Venezuela. Mas o projeto expansionista do bolivarianismo já fez água. O mundo terá um pouco mais de paz Motivo de otimismo: a exploração do gás de xisto tomará os Estados Unidos menos dependentes do petróleo, o que mudará o seu foco geopolítico. Já a China precisará cada vez mais do produto. E isso a obrigará a participar dos esforços de estabilização do Oriente Médio As transformações no mapa global da produção e da demanda de energia vão tornar obsoletos alguns conflitos entre nações. Os avanços tecnológicos têm permitido aos Estados Unidos extrair gás natural de rocha sedimentar no próprio território. Estima-se que o país tenha a maior reserva mundial de gás de xisto e que em 2035 será autossuficiente em energia. No caminho inverso, a China precisará cada vez mais do petróleo do Oriente Médio para alimentar seu crescimento econômico. Para a paz mundial, essas duas novas realidades são potencialmente benéficas. De um lado, a China se verá obrigada a dividir com o resto da comunidade internacional a responsabilidade por um Oriente Médio mais estável. De outro, os Estados Unidos, menos dependentes do petróleo, estarão livres para correr atrás de outros interesses geopolíticos, como o de reforçar seu papel de fiador de democracias mundo afora, o que já vem ocorrendo, por exemplo, em Mianmar. A paz ganha em todas as frentes com o novo foco geopolítico dos Estados Unidos. Brasil

Os novos estádios não darão vexame

Motivo de otimismo: a Copa das Confederações, em junho deste ano, será um teste para as arenas. O Brasil terá tempo de aprender com os erros e exilar problemas na Copa do Mundo de 2014 Neste ano, serão inaugurados todos os doze estádios que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Eles terão lugares numerados, assentos mais confortáveis, nenhum ponto cego de visão do campo e mais segurança — dezenas de câmeras vão monitorar eventuais baderneiros. Os torcedores, que hoje usufruem um padrão de conforto nos estádios brasileiros não muito melhor do que o das arenas da Antiguidade, poderão sentir a diferença na qualidade das instalações a partir de junho, quando seis estádios estarão prontos para a Copa das Confederações. Se tudo correr bem, será um alívio e um bom sinal para a Copa de 2014. Se algo der errado, os responsáveis pela organização do campeonato mundial terão todas as condições para identificar os problemas e corrigi-los a tempo. Mineirão- O estádio de Belo Horizonte tirará os torcedores de um padrão de conforto não muito melhor do que o das arenas da Antiguidade

Os Estados Unidos ficarão mais próximos

Motivos de otimismo: dois novos consulados serão abertos em capitais e a taxa de rejeição de visto para brasileiros se aproxima da aplicada a nacionalidades que não precisam do documento para entrar naquele país Hoje, quem quer tirar visto para ir aos Estados Unidos tem de viajar para São Paulo, Rio ou Brasília. Mas, até o ano que vem, mais duas capitais terão postos consulares: Porto Alegre e Belo Horizonte. O documento já é dispensável para cidadãos de 37 países – aqueles que atingiram um índice de rejeição a pedidos de visto inferior a 3%. A taxa brasileira, que já foi de 13.2% em 2006. está em 3,8% agora – a alguns décimos, portanto, do marco divisor.

O projeto do “Bonde 2.0” sairá do papel

Motivo de otimismo: juntas, quatro capitais brasileiras receberão 77 quilômetros de trilhos para o VLT, o bondinho moderno 0 veículo leve sobre trilhos (VLT) começará a se incorporar à paisagem nacional. Até o fim do ano que vem, Recife. Fortaleza, João Pessoa e Natal ganharão 77 quilômetros de trilhos. O metrô também continuará avançando. São Paulo, Porto Alegre e Fortaleza terão novos 33 quilômetros. O metrô de Salvador, que já estava construído, deve finalmente entrar em operação. O ritmo de expansão do metrô no Brasil, que foi de 7.4 quilômetros em média nos últimos quarenta anos. quadruplicará até o fim desta década. Entrando nos trilhos Depois de décadas de estagnação, os governos estaduais e federal voltaram a investir bilhões na ampliação do metrô em sete metrópoles e no veículo Leve sobre Trilhos (VLT), uma versão moderna dos bondes, em dez capitais.

Os bandidos condenados terão dificuldade para encurtar suas penas

Motivo de otimismo: o novo Código Penal vai endurecer o mecanismo que permite ao preso antecipar sua saída da cadeia A votação deve ocorrer ainda no primeiro semestre deste ano. Aprovado, o novo Código Penal trará uma mudança há muito reclamada por especialistas como forma de diminuir a sensação de impunidade e, assim, reduzir o número de crimes no Brasil. Atualmente, todos os presos têm o direito de pedir a soltura por bom comportamento depois de cumprir um sexto da pena. A nova legislação prevê que o tempo mínimo de cadeia varie de acordo com a gravidade do crime cometido e o histórico do bandido. Soltura com um sexto de pena cumprida só para bandidos de primeira viagem e condenados por crimes leves. Economia

O apogeu da safra no campo

Motivo de otimismo: o agronegócio atingirá marcas inéditas de produção; com um saldo de 83 bilhões de dólares na balança comercial onfirmados os prognósticos, a colheita de grãos na safra 2012/2013 baterá um novo recorde na história da agricultura brasileira. Serão 180 milhões de toneladas,” 8% acima do período anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A riqueza gerada deverá superar 300 bilhões de reais, um aumento de 26% em relação a 2012 (que já havia sido recorde). Esse dinheiro terá o papel de estimular toda a cadeia produtiva do agronegócio. Os fabricantes de máquinas agrícolas projetam vender 73000 tratores, colheitadeiras e retro-escavadeiras, uma marca inédita. Os produtores de sementes estimam uma alta de 10% no faturamento. “O agronegócio é o único grande setor que ainda obtém ganhos de produtividade”, diz Anderson Galvão, diretor da consultoria Céleres. ” A sequência de boas colheitas permitiu investir mais em tecnologia:’ O agronegócio seguirá como a principal fonte de dólares do país, obtendo um saldo de estimados 83 bilhões de dólares para a balança comercial.

A economia americana se recupera

Motivo de otimismo: as duas principais condições para a retomada já se materializaram: o endividamento da população diminuiu e o preço das casas voltou a subir. Exceto por uma nova catástrofe financeira, 2013 deverá marcar, finalmente. a virada na economia mundial. Nos Estados Unidos, a atividade ganhou vigor nos últimos meses. Os economistas americanos diziam que a retomada não seria sustentável até que ocorressem dois fatores. Primeiro, seria necessário mitigar o endividamento excessivo das famílias para acelerar o consumo. Segundo, seria preciso eliminar o excesso de residências desocupadas. sem o que o valor dos imóveis continuaria a desabar. As duas mudanças começaram a ocorrer. O endividamento dos americanos diminuiu e o preço das casas voltou a subir. Como resultado, a população retornou às compras. A venda de automóveis, por exemplo, deverá encerrar 2013 em patamares semelhantes aos do período pré-crise de 2008, com um total de 15 milhões de unidades comercializadas. O Standard & Poor’s 500 (S&P 500), índice que acompanha a cotação das ações de 500 das maiores empresas americanas, alcançou o maior nível desde o fim de 2007, em mais um sinal de que a crise, vai ficando para trás. Analistas da S&P Capital IQ preveem que ele vai subir até 9,5% em 2013. Com os donos do maior mercado consumidor do planeta abrindo as carteiras, todo o mundo sentirá os efeitos positivos da melhora. Um dos primeiros países a tirar proveito da retomada nos Estados Unidos será a China. A segunda maior economia mundial já não avança a taxas superiores a 10% ao ano, mas ainda assim mantém um ritmo fone de expansão e no fim do ano passado, emitiu sinais contundentes de que 2013 pode ser o ano em que vai recuperar a boa forma. A Europa segue semiestagnada, mas, aqui, a boa notícia é que os cenários apocalípticos que incluíam o colapso do euro ficaram para trás.

O país voltará a crescer

Motivo de otimismo: a recuperação das grandes economias globais; o pacote de estímulos do governo e a retomada dos investimentos estrangeiros ajudarão a alavancar o país Com as boas notícias vindas das maiores economias globais, o Brasil deverá ter dias melhores em 2013. Contribuirão para isso também os estímulos programados pelo governo, entre eles a redução da taxa de juros aos valores mais baixos na história do real. Para alguns bancos e consultorias, o PIB brasileiro poderá crescer até 4% neste ano. Os mais pessimistas ficam na casa dos 3%, ainda assim um número bem superior ao pibinho de 1% estimado para 2012. Os leilões de privatização de portos, aeroportos e ferrovias programados pelo governo federal, além de um passo importante para a solução dos gargalos de infraestrutura que asfixiam o país. serão um teste para os investidores estrangeiros avaliarem onde estão pisando.

Petróleo: O Brasil retorna ao jogo

Motivo de otimismo: a volta dos leilões de campos promissores já tem data marcada. Com isso o país poderá estancar a perda de suas áreas de prospecção Depois de um hiato de cinco anos sem novas concessões, o governo federal voltará a realizar os leilões de campos de petróleo. É uma oportunidade pela qual esperavam petroleiras do mundo todo. Desde 2008, quando a última rodada de licitações foi realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), vários países descobriram novas e promissoras fronteiras exploratórias, levando os investimentos a migrar para esses locais. Ou seja: enquanto a área dedicada à prospecção em outros países aumentava, a do Brasil encolheu de 400 000 quilômetros quadrados para 150000. Com a volta dos leilões, o país poderá estancar essa perda e finalmente desenvolver plenamente o imenso potencial das províncias do pré-sal.