As paredes dos vagões
David H. Roper

Certo dia, tomei café da manhã com um homem que vendeu jornais e engraxava sapatos, a 60 anos atrás, nas ruas de uma cidade de Idaho, nos Estados Unidos. Ele me contou sobre a sua vida naqueles dias, e como as coisas haviam mudado.

Eu lhe perguntei: “O que mais mudou desde então?” Ele disse: “As pessoas, elas não se importam mais umas com as outras.”

Como exemplo, ele contou-me sobre a sua mãe, que muitas vezes deu comida a homens que vinham à sua casa. Cada dia, ela preparava comida para a sua família e então fazia diversas refeições a mais porque sabia que viajantes sem nenhum lar iriam aparecer na hora das refeições.

Ela tinha uma profunda compaixão por aqueles em necessidade. Certa vez, ela perguntou a um homem como ele encontrou o caminho até a sua porta.

Ele disse-lhe: “O seu endereço está escrito em todas as paredes dos vagões de trem.”

Eu quisera que esse tipo de elogia pudesse ser dito de todos nós. Alimentando as multidões, Jesus nos deu um exemplo do que significa importar-se com as necessidades físicas e espirituais dos outros (Bíblia, livro de Marcos, capítulo 8 versos 1 a 9).


Seria maravilhoso se os nossos lares fosses conhecidos como lugares onde as pessoas famintas pudessem encontrar pão. Mas, mais do que isto, precisamos pedir a Deus para que os nossos lares sejam conhecidos como lugares onde homens, mulheres e crianças espiritualmente famintos sejam amados, ouvidos, e recebam o Pão da Vida.