Eu Não Sou Nada – Ou Será Que Sou Tudo

“Eu Não Sou Nada” — Ou Será Que Sou Tudo?

“Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por
humildade, considerando cada um os outros superiores a si
mesmo” (Filipenses 2:3).

Em uma certa igreja, o ministro conversava com o maestro do
coral enquanto o faxineiro limpava o salão para a reunião
festiva que aconteceria naquela noite. Em determinado
momento, o ministro bateu no peito e disse: “Eu não sou
nada, eu não sou nada”. Seguindo o exemplo do pastor, e
desejando mostrar a mesma humildade, o maestro bateu no
peito e disse: “Eu não sou nada, eu não sou nada”. Logo a
seguir, ambos ouviram o faxineiro bater no peito e dizer:
“Eu não sou nada, eu não sou nada”. O ministro, com ar
zombeteiro, disse ao maestro: “Olhe quem pensa que não é nada!”

Até aonde a vaidade nos leva? Até quando nos julgaremos
melhores que os demais? Quando deixaremos de menosprezar os
pequenos, achando-nos superiores a eles? Os personagens de
nossa ilustração — ministro e maestro — em sua falsa
atitude de humildade, escarneceram do funcionário que criam
ser inferior e incapaz de pronunciar as palavras “humildes”
que só eles poderiam proclamar em sua exaltada arrogância.


O ensino de Cristo é diferente. Ele não se dizia humilde,
mas, o mostrava através de seus atos diários — como lavar
os pés dos discípulos. Ele nos diz que “o maior deve ser
como o menor” e “o que dirige, como o que serve”.

Muitas vezes deixamos de fazer algo para o reino de Deus
porque não fomos escolhidos para a liderança. Não aceitamos
ser pequenos — queremos ser os maiores. E justificamos
nossa decisão porque “somos mais humildes do que a pessoa
escolhida para liderar”!

Na obra do Senhor não existem pequenos e grandes, capazes e
incapazes, melhores e piores — todos somos iguais e o único
Grande e Capaz é o Senhor que nos coloca no lugar de Sua
vontade. Os membros do corpo têm vários formatos, tamanhos e
utilidades e, todos necessitam uns dos outros, sofrendo
igualmente quando um deles se fere. Somos todos servos de
Deus e devemos nos alegrar quando nos escolhe para fazer
alguma coisa, mesmo que a consideremos pequena demais.

“Somos tudo, somos tudo” — somos filhos do Grande Deus!

Deixe um comentário!