Uma historia para pensar

O pai de um amigo nasceu na cidade de Armero, na Colômbia. A cidade foi palco do maior desastre vulcânico do planeta nos últimos 100 anos.

Na noite de 13 de novembro de 1985, o vulcão Nevado del Ruiz entrou em erupção, lançando pedras ferventes por mais de 30km de altura na atmosfera, e causando um enorme deslocamento de lava vulcânica a 60 km/h de velocidade na direção da pequena Armero.

Pela erupção ter começado quase de madrugada, e ainda durante uma grande tempestade, os moradores da cidade foram pegos totalmente de surpresa. O pai do meu amigo – Davi – acordou com alguém batendo e gritando na porta de casa: “corre! corre!” diziam, “não troquem suas roupas, não peguem nada, saiam correndo agora!”.

Davi seguiu o aviso e saiu correndo pela rua. Assim com o resto dos vizinhos. Todos querendo se salvar.

A casa dele em particular ficava a uma quadra da avenida principal da cidade, que era usada também para conectar Armero às cidades vizinhas, com ainda mais pessoas desesperadas. “Nós só temos que correr o mais rápido possível”, as pessoas gritavam, “se conseguirmos passar todo mundo, estaremos salvos!”.

Em pouco tempo, mais de 20 mil pessoas dentre uma população de 28 mil foram carbonizadas – incluindo cada uma das que estavam correndo por aquela avenida.


O pai do meu amigo, no entanto, conseguiu sobreviver ao desastre.

Não porque ele correu mais rápido ou mais longe que todos os outros, mas porque ele resolveu parar por um momento e pensar em uma solução enquanto todos corriam.

Davi notou que aquela avenida principal possuía uma inclinação maior que as outras. Ele olhou de volta na direção do vulcão, de onde vinham as lavas, e percebeu que havia uma pequena colina a algumas centenas de metros de distância. Em vez de ir atrás de todos os outros, ele decidiu correr na direção oposta, de volta ao morro.

Por sorte ele conseguiu chegar na colina junto à algumas outras pessoas. Mas teve de ficar observando as lavas descendo a avenida e engolindo todas aquelas pessoas que, sem pensar, seguiram pelo mesmo caminho que Davi havia acabado de abandonar.

Por mais pesada que essa analogia seja, é uma verdade que podemos adaptar à centenas de ações que tomamos diariamente em nossas vidas…

… inclusive em nossos negócios.

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