O CIRCO, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen

O CIRCO
Quando eu era adolescente, meu pai e eu estávamos na fila para comprar
ingressos para o circo.Finalmente, havia apenas uma família entre nós e o guichê.Essa família me causou uma profunda impressão. Havia oito crianças, provavelmente todas com menos de 12 anos. Podia-se dizer que elas não tinham muito dinheiro.Suas roupas eram baratas, porém limpas. As crianças eram bem comportadas,todas em pé na fila duas a duas de mãos dadas, atrás de seus pais.Falavam animadamente sobre os palhaços, os elefantese outras coisas que veriam naquela noite. Podia-se perceber que nunca tinham ido ao circo. O programa prometia ser um grande acontecimento em suas vidas jovens.O pai e a mãe iam à frente do grupo, tão orgulhosos quanto poderiam estar.A mãe segurava o braço do marido e olhava para ele, como se dissesse,"Você é meu cavaleiro com uma armadura brilhante". O pai sorria cheio de orgulho e olhava para ela, como se respondesse, "Você tem razão."A vendedora de ingressos perguntou ao pai quantos ele queria. Ele respondeu, "Por favor, quero oito de crianças e dois de adultos para levar a
minha família ao circo".A vendedora disse o preço. A mãe ficou cabisbaixa e largou a mãodo marido, que ficou com os lábios trêmulos.Ele perguntou novamente: "Quanto foi que a senhora disse?"A vendedora disse novamente o preço.O homem não tinha dinheiro suficiente. Como poderia dizer a seusoito filhos que não tinha dinheiro suficiente para levá-los ao circo?Vendo o que acontecia, meu pai colocou a mão em seu bolso, pegou uma nota de vinte dólares e a deixou cair no chão.Meu pai se abaixou, pegou a nota, tocou no ombro do homem e disse"Senhor, com licença, isto caiu do seu bolso."O homem entendeu o que estava acontecendo. Não estava pedindo esmolas, mas certamente apreciou a ajuda em uma situação terrivelmente constrangedora.Ele olhou bem nos olhos do meu pai, pegou a sua mão nas suas, apertoucom força a nota de vinte dólares e, com os lábios trêmulos e uma
lágrima rolando em seu rosto, respondeu "Obrigado, senhor. Isso significa muito para mim e para a
minha família."Meu pai e eu voltamos para o nosso carro e nos dirigimos para casa. Não fomos ao circo naquela noite, mas valeu a pena.Do livro "Histórias para abrir o coração"… autores: Jack Canfield e
Mark Victor Hansen

2 Comments

  • Anônimo

    Abril 29, 2011

    uma lição de vida

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  • Pessoa

    Abril 29, 2011

    São essas coisas que nos fazem manter a esperança no ser humano.

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