Os cinco sinos

Os cinco sinos

Era uma vez um hotel chamado Estrela de Prata. O hoteleiro não conseguia fazer a receita cobrir as despesas, embora se esforçasse ao máximo para atrair hóspedes oferecendo um hotel confortável, um serviço cordial e preços razoáveis. Por isto, desesperado, foi consultar um sábio.

– É muito simples. Você deve mudar o nome do hotel.

– Impossível, – retrucou o hoteleiro. – Há gerações ele é Estrela de Prata, assim é conhecido em todo o país.

– Não, – disse o sábio com firmeza. – Agora você deve chamá-lo de Cinco Sinos e, na entrada, colocar uma fileira de seis sinos.

– Seis sinos? Isso é absurdo! De que adiantaria?

– Experimente e verá, – recomendou o sábio com um sorriso.

Então, o hoteleiro experimentou, e eis o que viu: cada viajante que passava pelo hotel fazia questão de entrar para apontar o erro, acreditando que ninguém o notara. Uma vez lá dentro, impressionava-se com a cordialidade dos serviços e ficava para repousar, propiciando ao hoteleiro, desse modo, rendimentos que ele não conseguira por tanto tempo.

Às vezes, o esforço, a persistência e a insistência não são suficientes para levar-nos ao objetivo almejado. É preciso mudar.

Mudar conceitos, a forma de pensar, a forma de agir. Mudar o caminho traçado.

Autor desconhecido

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